Terça-feira, Novembro 10, 2009
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Segunda-feira, Novembro 02, 2009
"No escuro do Camarim o Pirilampo devolveu-me a mim"

Mantêm-no presente assim!
não quero nenhum sinal
que te recordas de mim
mas pensar que sou igual...
Mergulho no teu silêncio
que me empurra no vazio,
"bosque" um toque, uma mensagem
mas vejo que és de passagem!
Puro como na infância
retomei ao Camarim
Mergulhei no silêncio,
mantêm-no presente assim!
Deambulei no Camarim...
e no escuro do silêncio
encontrei um Pirilampo,
que me devolveu a mim
"No escuro do Camarim
o Pirilampo devolveu-me a mim"
Domingo, Outubro 25, 2009
Sábado, Outubro 24, 2009
Quarta-feira, Setembro 16, 2009
Deserto do Sahara: Merzouga - Marrocos
Creio que existem duas vertentes na fotografia: uma em que beneficiamos do lugar, da hora e da máquina que possuímos! O mérito de uma "boa" fotografia, ou (neste caso) de uma fotografia cliché, reside no facto de termos viajado para aquele exacto lugar, estarmos àquela hora com uma máquina na mão: isso todos o poderemos fazer. Basta clickarmos no botão e obtemos fotografias "bonitas" de facto, mas que para mim se afastam da outra vertente mais interessante, a vertente em que incutimos um lado mais pessoal e íntimo, um lado que define particularmente este ou aquele estilo! Não queria colocar estas fotos no blog, talvez porque ainda hoje estou dividido entre a impessoalidade destas fotografias e o mérito de ter estado às 7 da manhã, no meio do deserto do Sahara com uma Canon 300D.
Tive o mérito e a oportunidade de ter viajado por lá...
Espero um dia lá voltar, consciente de que pode ser difícil...


Quinta-feira, Maio 28, 2009
Da minha para a tua Janela
Fartei-me de te buzinar!
Acenei-te efusivamente com metade do corpo de fora da janela! Mas tu…do outro lado da ria, continuavas tranquila, à porta do prédio com a mão mergulhada na mala à procura das chaves de casa!
Gritei, acenei, buzinei...até que me decidi a puxar o travão de mão! A fila à minha frente continuava imóvel no momento em que saí da carrinha para mergulhar na ria e determinado atravessá-la a nado...
Assim que subi o muro da ria do teu lado, senti que todo o centro de Aveiro tinha os olhos postos em mim e na minha carrinha, agora abandonada mas ainda ligada no meio do lado de lá da estrada!
Encharcado com os bolsos dos calções a escorrer água, desenhava na estrada, o caminho do muro da ria à porta do teu prédio!
Mas tu já lá não estavas!
Respirei e sem descansar voltei para a minha carrinha, agora pela ponte, enquanto os olhos de todo o centro continuavam postos em mim. A fila furiosa de trás da carrinha continuava a buzinar e a acenar. ...eu, já de calções secos e de sorriso fresco na cara, subi para a carrinha e mirei do espelho o suor “fervilhoso” que descia pelas testas dos condutores da fila.
Arranquei, acenei, da minha janela para a tua janela, onde estavas tu surpreendida e perdida a tentar perceber o porquê de tamanha manifestação sonora num dia tão bonito e caloroso como o de hoje!
Aveiro, 28 de Março de 2008
Acenei-te efusivamente com metade do corpo de fora da janela! Mas tu…do outro lado da ria, continuavas tranquila, à porta do prédio com a mão mergulhada na mala à procura das chaves de casa!
Gritei, acenei, buzinei...até que me decidi a puxar o travão de mão! A fila à minha frente continuava imóvel no momento em que saí da carrinha para mergulhar na ria e determinado atravessá-la a nado...
Assim que subi o muro da ria do teu lado, senti que todo o centro de Aveiro tinha os olhos postos em mim e na minha carrinha, agora abandonada mas ainda ligada no meio do lado de lá da estrada!
Encharcado com os bolsos dos calções a escorrer água, desenhava na estrada, o caminho do muro da ria à porta do teu prédio!
Mas tu já lá não estavas!
Respirei e sem descansar voltei para a minha carrinha, agora pela ponte, enquanto os olhos de todo o centro continuavam postos em mim. A fila furiosa de trás da carrinha continuava a buzinar e a acenar. ...eu, já de calções secos e de sorriso fresco na cara, subi para a carrinha e mirei do espelho o suor “fervilhoso” que descia pelas testas dos condutores da fila.
Arranquei, acenei, da minha janela para a tua janela, onde estavas tu surpreendida e perdida a tentar perceber o porquê de tamanha manifestação sonora num dia tão bonito e caloroso como o de hoje!
Aveiro, 28 de Março de 2008
Quarta-feira, Maio 13, 2009
Windows ou Janela?
Hoje andei a revisitar a Grécia!Através do meu arquivo de fotos iam aparecendo, na janela do windows, o tipo de fotografias que iniciei no blog. Coloridas, de enquadramentos simples, muito simples, algunas próximas do abstracto, outras sem grande história e ainda outras tantas mesmo muito simples, aliás de uma tamanha simplicidade que para mim se tornam complexas no momento em que as tiro e deixam por isso de ter um caractér "simples" ou "minimalista" (termo que agora (ou já não) está na moda) que parecem ter à partida!
De facto são o género de fotografias que gosto de fazer e das quais tenho estado afastado à algum tempo e que hoje ao revê-las pensei:
"Será que ando a complicar as coisas outra vez?"
"Xê!!! Nã compliiica" já dizia o Mambé lá para os lados de Luanda
Sexta-feira, Março 06, 2009
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2009
FOTOGRAFIA DE PELÍCULA - Fujichrome 64T II - Tungsténio
As próximas 6 fotografias foram tiradas com película. Um rolo de Tungesténio - FUJICHROME 64T TYPE II, e daí as imagens assim para o azuladas, quando tiradas à luz solar!
Ainda tive o privilégio de tirar fotografias com película, o que hoje em dia confesso ser uma realidade do passado. Do passado porque a nível financeiro torna-se bastante mais caro: comprar os rolos, revelar e ampliar!
Mas a película e as máquinas analógicas tinham e têm algo de especial: os custos obrigam-nos a pensar melhor na fotografia que realizamos: no enquadramento, na exposição, na velocidade e no tema mas têm especialmente de especial: o "barulho" do click! Mais lento, acentuado, respeitador e comunicador.
Um som que me diz:
"Fotografia" e não "Fotografias" que o silêncio das digitais injectam nos disparos à "Toa" para o cartão de memória.
TCccHHKKK....TCHK
PS: Vou já agarrar na máquina CANON EOS 30 e num rolo a preto e branco...
Ainda tive o privilégio de tirar fotografias com película, o que hoje em dia confesso ser uma realidade do passado. Do passado porque a nível financeiro torna-se bastante mais caro: comprar os rolos, revelar e ampliar!
Mas a película e as máquinas analógicas tinham e têm algo de especial: os custos obrigam-nos a pensar melhor na fotografia que realizamos: no enquadramento, na exposição, na velocidade e no tema mas têm especialmente de especial: o "barulho" do click! Mais lento, acentuado, respeitador e comunicador.
Um som que me diz:
"Fotografia" e não "Fotografias" que o silêncio das digitais injectam nos disparos à "Toa" para o cartão de memória.
TCccHHKKK....TCHK
PS: Vou já agarrar na máquina CANON EOS 30 e num rolo a preto e branco...
Quarta-feira, Janeiro 28, 2009
Porquê IMBOFOTO?
Vasculhei a minha gaveta, na casa dos meus pais, por algo que não sei o que era, talvez por velhas recordações!
Textos, cartas de e para amigos, de amor e desilusão, bilhetes de viagens, canetas, porta-chaves, fotos de rosto, giz, documentos, mais cartas e o Dicionário, o tal dicionário que elaborei enquanto estava em Angola e que pensava que estava perdido. Faz algum tempo que o queria partilhar no meu blog. Aliás foi das primeiras "postagens" que tive vontade de publicar, não fosse o nome do meu blog definido em função da palavra IMBONDEIRO! A mágica árvore que espalhada por toda a Angola, me acompanhava nas viagens ao sul para Cabo Ledo ou para a Kitoba e que ficará para sempre presa na minha memória! Faziam me lembrar bailarinos, empregados de mesa, crianças brincando...
O Dicionário esse, não são mais do que as expressões que eles usam no dia-a-dia (certo que já terão outras) e que ao fim de algum tempo me saíam da boca com alguma naturalidade, reclamando eu a minha posição no meio deles, que disparavam assim que eu abusava :
"Olhó esse Pula! Xi...Já tá mais Mangolê que sei lá"
KUMBU - Dinheiro "O patrão ainda não me deu o KUMBU"
CAMBA - Amigo "Comé meu CAMBA?"
FOBADO - Estar com fome "Tou FOBADO"
MAMBO - Coisa, objecto "Passa-me esse MAMBO"
MOTOROLA - Perna de frando assado em pão de forma
MADJÉ - Gajo, rapaz "Pede a esse MADJÉ aí!"
MACA - Problema, stress "Não tem MACA"
MOÇA - rapariga - "MOÇA, se faz favor!"
BIRRA - Cerveja "Vamos beber uma BIRRA"
KANDONGUEIRO - Táxi
DAMA - Namorada "Vou com a minha DAMA"
TIRAR O PÉ - Ir embora "Vamos TIRAR O PÉ que tou atrasado"
GASOSA - Dinheiro "Dá uma GASOSA"
KINGUILAS - Mulher que troca USD para Kuanzas
KUARRA - Prostituta, puta
ZÉBEDÉU - Parvalhão, otário "Esse ZÉBEDÉU não sabe conduzir"
MALEMBE - Nas calmas, sem stress
JAJÃO - Dar a boca, roubar "Deram-lhe um JAJÃO na rua"
KANUCO -Miúdo, mais novo
KACIMBO - Inverno, nevoeiro
KALEMAS - Marés altas
FOCA - Gaja feia
KILAPI - Divida - "Fiquei com KILAPI no minimercado"
TÁ BALA - Está porreiro, fixe "Xi Madjé esse mambo tá mesmo BALA"
TAMOS JUNTOS - Forma de despedida, Abraço "Ok adeus TAMOS JUNTOS"
MÁS VELHO - Cota
SOBA - Chefe da aldeia
ESTIGA - Gozar, fazer troça "Xê não ESTIGA no más velho"
COMÉ ENTÃO? - Surpreendido
PULA - Branco, Português
NA BANDA - Bairro - "Fui lá na BANDA do Mambé"
MATUMBO - Tótó, parvo "Esse MATUMBO não sai da frente"
LÁ NA TUGA - Em Portugal
KUBIKU - Casa, apartamento "Vamos lá no KUBIKU do Bernas"
IMBONDEIRO - Árvore "mágica" de Angola
Os Angolanos são muito criativos e usam expressões muito próprias! Existem frases que nunca me sairão da cabeça e que tenho saudades de ouvir:
1. "Xê comé então, vamos lá na banda do Mambé, nas calmas, chupamos umas birras, vemos o jogo e depois tiramos o pé queu tenho de ir ter com a minha dama"
2. "Tá fixe, o Pula também vai tirar o pé pra Tuga, vou levar uns motorolas pra não ficarmos fobados"
1."Tá bala...., ate já"
2."Tamos juntos"
PS: Lembro-me de uma particularidade no seu vocabulário (que aliás faz muito sentido) e que vos desafio a experimentarem com alguém (para perceberem a minha cara de parvo antes de me ter habituado a tamanha simplicidade)
Quando alguém vos perguntar por exemplo:
"Então já foste à praia?"
Vocês respondem como os angolanos e dizem simplesmente:
"Ainda"
De facto o Não, não faz qualquer falta para que a resposta seja correcta. Jamais se responderia:
"Ainda sim" ou "Ainda talvez"
1. "Já foste lá na banda do Madjé?"
2., "Ainda"
Textos, cartas de e para amigos, de amor e desilusão, bilhetes de viagens, canetas, porta-chaves, fotos de rosto, giz, documentos, mais cartas e o Dicionário, o tal dicionário que elaborei enquanto estava em Angola e que pensava que estava perdido. Faz algum tempo que o queria partilhar no meu blog. Aliás foi das primeiras "postagens" que tive vontade de publicar, não fosse o nome do meu blog definido em função da palavra IMBONDEIRO! A mágica árvore que espalhada por toda a Angola, me acompanhava nas viagens ao sul para Cabo Ledo ou para a Kitoba e que ficará para sempre presa na minha memória! Faziam me lembrar bailarinos, empregados de mesa, crianças brincando...
O Dicionário esse, não são mais do que as expressões que eles usam no dia-a-dia (certo que já terão outras) e que ao fim de algum tempo me saíam da boca com alguma naturalidade, reclamando eu a minha posição no meio deles, que disparavam assim que eu abusava :
"Olhó esse Pula! Xi...Já tá mais Mangolê que sei lá"
KUMBU - Dinheiro "O patrão ainda não me deu o KUMBU"
CAMBA - Amigo "Comé meu CAMBA?"
FOBADO - Estar com fome "Tou FOBADO"
MAMBO - Coisa, objecto "Passa-me esse MAMBO"
MOTOROLA - Perna de frando assado em pão de forma
MADJÉ - Gajo, rapaz "Pede a esse MADJÉ aí!"
MACA - Problema, stress "Não tem MACA"
MOÇA - rapariga - "MOÇA, se faz favor!"
BIRRA - Cerveja "Vamos beber uma BIRRA"
KANDONGUEIRO - Táxi
DAMA - Namorada "Vou com a minha DAMA"
TIRAR O PÉ - Ir embora "Vamos TIRAR O PÉ que tou atrasado"
GASOSA - Dinheiro "Dá uma GASOSA"
KINGUILAS - Mulher que troca USD para Kuanzas
KUARRA - Prostituta, puta
ZÉBEDÉU - Parvalhão, otário "Esse ZÉBEDÉU não sabe conduzir"
MALEMBE - Nas calmas, sem stress
JAJÃO - Dar a boca, roubar "Deram-lhe um JAJÃO na rua"
KANUCO -Miúdo, mais novo
KACIMBO - Inverno, nevoeiro
KALEMAS - Marés altas
FOCA - Gaja feia
KILAPI - Divida - "Fiquei com KILAPI no minimercado"
TÁ BALA - Está porreiro, fixe "Xi Madjé esse mambo tá mesmo BALA"
TAMOS JUNTOS - Forma de despedida, Abraço "Ok adeus TAMOS JUNTOS"
MÁS VELHO - Cota
SOBA - Chefe da aldeia
ESTIGA - Gozar, fazer troça "Xê não ESTIGA no más velho"
COMÉ ENTÃO? - Surpreendido
PULA - Branco, Português
NA BANDA - Bairro - "Fui lá na BANDA do Mambé"
MATUMBO - Tótó, parvo "Esse MATUMBO não sai da frente"
LÁ NA TUGA - Em Portugal
KUBIKU - Casa, apartamento "Vamos lá no KUBIKU do Bernas"
IMBONDEIRO - Árvore "mágica" de Angola
Os Angolanos são muito criativos e usam expressões muito próprias! Existem frases que nunca me sairão da cabeça e que tenho saudades de ouvir:
1. "Xê comé então, vamos lá na banda do Mambé, nas calmas, chupamos umas birras, vemos o jogo e depois tiramos o pé queu tenho de ir ter com a minha dama"
2. "Tá fixe, o Pula também vai tirar o pé pra Tuga, vou levar uns motorolas pra não ficarmos fobados"
1."Tá bala...., ate já"
2."Tamos juntos"
PS: Lembro-me de uma particularidade no seu vocabulário (que aliás faz muito sentido) e que vos desafio a experimentarem com alguém (para perceberem a minha cara de parvo antes de me ter habituado a tamanha simplicidade)
Quando alguém vos perguntar por exemplo:
"Então já foste à praia?"
Vocês respondem como os angolanos e dizem simplesmente:
"Ainda"
De facto o Não, não faz qualquer falta para que a resposta seja correcta. Jamais se responderia:
"Ainda sim" ou "Ainda talvez"
1. "Já foste lá na banda do Madjé?"
2., "Ainda"
Terça-feira, Janeiro 27, 2009
Quinta-feira, Janeiro 15, 2009
Deixo-te correr para não sofrer...
És grande e pequeno.
mergulho em ti...
que secas as lágrimas
do meu sofrimento
Fugaz e lento,
é na ilusão do amor
que me deixas deslizar
ao som do teu vento!
Deixo-te correr para não sofrer...
Gélido e ardente,
desejo-te atento
na corrente do rio
que me prende o talento!
Deixo-me correr para não te sofrer!
Vou partir e colar na saudade...!
O Tempo!
Joãozinho, Aveiro 16 de Janeiro 2009
És grande e pequeno.
mergulho em ti...
que secas as lágrimas
do meu sofrimento
Fugaz e lento,
é na ilusão do amor
que me deixas deslizar
ao som do teu vento!
Deixo-te correr para não sofrer...
Gélido e ardente,
desejo-te atento
na corrente do rio
que me prende o talento!
Deixo-me correr para não te sofrer!
Vou partir e colar na saudade...!
O Tempo!
Joãozinho, Aveiro 16 de Janeiro 2009
Terça-feira, Janeiro 06, 2009
Terça-feira, Novembro 25, 2008
"El Chino" com as maracas!
By ALicia
Decidi colocar este pequeno filme (temporáriamente), que mostra El Chino, um rapaz Japonês que viajava por Cuba sozinho a tocar maracas com os Semila del Son.
Antes de começarem a tocar, e enquanto bebíamos Rum, "El Chino" dormia descansado com a cabeça caída sobre os braços...provavelmente cansado das passeatas diárias de turista.
Acordou e juntou-se ao grupo, timidamente foi-se integrando e acabou como o Rei das Maracas!
Os seus movimentos e o Rum que bebíamos com a banda deixou o percussionista a rir que nem um louco...
Terça-feira, Setembro 30, 2008
Joni...be Good!!!

Este é o Joni!
A minha companhia dos pequenos almoços e do cigarrinho nocturno ao relento no pátio!
Ao final do 2º dia, pontualmente esperava-me sentado à porta do quarto que dava para o pátio!
A sua longa e estreita cauda dançava como que a cumprimentar-me e exigindo que ficasse a meus pés, enquanto eu comia a fruta do pequeno almoço.
No 3º e ultimo dia fiz a mochila e pedi que me guardassem as coisas até às 15h, a hora do meu autocarro!
Cedo, parti da casa de máquina ao peito até ao centro da cidade que ficava a uns 600mts. Ao chegar ao "La Trova", um restaurante-bar, reparei que estava a ser perseguido...surpreendido vi que o Joni, entre o medo e a satisfação , tinha-me seguido no silêncio da minha sombra!
Perdido e longe de casa, chamava-o como a indicar-lhe o caminho de volta para casa!
A cauda já não dançava e encostou-se às pernas como um miúdo tímido no canto do baile da escola!
Carreguei-o nos braços de volta, onde a família agitada o procurava pelos cantos do pátio!
A enorme porta da entrada era ladeada por duas janelas que permaneciam abertas. Entre as grades da janela, o Joni ladrou e eu disse-lhe:
"Joni...be good this Morning"
Segunda-feira, Setembro 29, 2008
Terça-feira, Maio 27, 2008
Segunda-feira, Maio 26, 2008
Toni Rumbau
Toni Rumbau foi o mestre do workshop, sobre o teatro de Marionetas Tradicionais, o qual tive o privilégio de participar!
Toni Rumbau, é bastante expressivo, talvez um acumular de expressões que desenvolve ao representar nas suas peças. Estes momentos foram enquanto comentava as "representações" dos participantes do workshop!
Toni é daqueles "profs" ou "mestres" que gostaríamos de ter eternamente. Aberto, calmo expressivo, deu-me a sensação de tranquilidade como alguns antigos professores!
Ter a sorte de apanhar "transmissores" do conhecimento como ele, é sempre inspirador!
Não consegui deixar de lhe dizer : "Toni, és parecido com o Zeca Afonso"
Ele esboçou um simpático sorriso.
Toni Rumbau, é bastante expressivo, talvez um acumular de expressões que desenvolve ao representar nas suas peças. Estes momentos foram enquanto comentava as "representações" dos participantes do workshop!
Toni é daqueles "profs" ou "mestres" que gostaríamos de ter eternamente. Aberto, calmo expressivo, deu-me a sensação de tranquilidade como alguns antigos professores!
Ter a sorte de apanhar "transmissores" do conhecimento como ele, é sempre inspirador!
Não consegui deixar de lhe dizer : "Toni, és parecido com o Zeca Afonso"
Ele esboçou um simpático sorriso.
Quinta-feira, Março 13, 2008
Quarta-feira, Março 05, 2008
O Sumbe
10:16 de 5 de Março de 2008.
Na rotina diária ligo o computador ainda ensonado para verificar (com alguma esperança diluida por essa mesma rotina), a minha caixa de email.
Um email, uma notícia, uma surpresa que quebre a monotonia do Design, das aulas, da casa...etc.
No meio da publicidade e de emails sem importância alguma, um deles desperta-me a atenção: "BLOG HITS 3.500 VISITANTS".
Agradado pelas visitas diárias ao blog, sinto simultâneamente uma certa desilusão: por um lado as últimas fotos são da viagem em Setembro à Grécia e Turquia, por outro, as poucas paisagens que partilho no blog.
Paisagens dos locais maravilhosos e belos que felizmente já tive a oportunidade de visitar.
Pensei para mim: "Tenho de viajar! Fotografar, sentir-me vivo! ".
No meio desta vontade despertam em mim as memórias, particularmente agradáveis que é estar no meio do desconhecido, no meio da natureza a cerca de 14.000 km da nossa "Terrinha Natal".
Angola, já lá vão 3 anos, desde que voltei e ficarão para sempre as viagens ao Sul!
Não sei porque razão sinto o Sul, como destino preferencial das minhas viagens, sejam elas em Portugal ou noutro país qualquer.
Estradas sem fim, uma natureza imponente, verde, castanha, que nos faz sentir livres e vivos.
Sumbe, localidade do litoral de Angola, a 600Km a sul de Luanda, foi para mim um local único que guardo com saudade, e que me desperta vontade de partir...
Zé Mario, companheiro e amigo de viagem. Forte abraço
Joãozinho, 05 de Março 2008
Na rotina diária ligo o computador ainda ensonado para verificar (com alguma esperança diluida por essa mesma rotina), a minha caixa de email.
Um email, uma notícia, uma surpresa que quebre a monotonia do Design, das aulas, da casa...etc.
No meio da publicidade e de emails sem importância alguma, um deles desperta-me a atenção: "BLOG HITS 3.500 VISITANTS".
Agradado pelas visitas diárias ao blog, sinto simultâneamente uma certa desilusão: por um lado as últimas fotos são da viagem em Setembro à Grécia e Turquia, por outro, as poucas paisagens que partilho no blog.
Paisagens dos locais maravilhosos e belos que felizmente já tive a oportunidade de visitar.
Pensei para mim: "Tenho de viajar! Fotografar, sentir-me vivo! ".
No meio desta vontade despertam em mim as memórias, particularmente agradáveis que é estar no meio do desconhecido, no meio da natureza a cerca de 14.000 km da nossa "Terrinha Natal".
Angola, já lá vão 3 anos, desde que voltei e ficarão para sempre as viagens ao Sul!
Não sei porque razão sinto o Sul, como destino preferencial das minhas viagens, sejam elas em Portugal ou noutro país qualquer.
Estradas sem fim, uma natureza imponente, verde, castanha, que nos faz sentir livres e vivos.
Sumbe, localidade do litoral de Angola, a 600Km a sul de Luanda, foi para mim um local único que guardo com saudade, e que me desperta vontade de partir...
Zé Mario, companheiro e amigo de viagem. Forte abraço
Joãozinho, 05 de Março 2008
Sexta-feira, Setembro 21, 2007
Grécia e Turquia 2007
Perdi o avião em Madrid, surpreendentemente e afortunadamente não paguei mais para embarcar no voo seguinte que me deixava em Atenas!
Os Ferrys desembarcavam-me de ilha em ilha: de Naxos, passando e ficando por Syros até Kos! Frappés e praias desertas abriram-me o apetite para um meio urbano! Istambul, cidade que repartida pelo continete Europeu e Asiático, permite viver experiências tão variadas e em curtos espaços temporais e geográficos!
Foram 17 dias à deriva, sem destino, sem objectivos, contrariando viagens anteriores, esta teve essa agradável particularidade: o desconhecido e a despreocupação!
Particularidade que me guiou, a praias desertas nas ilhas, deambulações de motoreta, aos frappés, a pessoas de bom coração, a caminhadas solitárias, a amigos checos e bolivianos, à Catarina, a velhotes numa tarde de domingo, à Ekin, aos artesãos de Bodrum (sul da Turquia), à arquitectura e bom gosto Turco, à gastronomia, à música, a espirituais pores-do-sol, à religião, à paixão, à "Calimera", ao "Parakelô" ao "Eferestô, às Tavlas, etc...
enfim, guiou-me ao encontro de muitas e agradáveis sensações!
Viajar é bom! Sozinho também, pois nunca estamos na realidade sozinhos...
À espera de mais anseio!
Joãozinho, 08 de Setembro 2007
Os Ferrys desembarcavam-me de ilha em ilha: de Naxos, passando e ficando por Syros até Kos! Frappés e praias desertas abriram-me o apetite para um meio urbano! Istambul, cidade que repartida pelo continete Europeu e Asiático, permite viver experiências tão variadas e em curtos espaços temporais e geográficos!
Foram 17 dias à deriva, sem destino, sem objectivos, contrariando viagens anteriores, esta teve essa agradável particularidade: o desconhecido e a despreocupação!
Particularidade que me guiou, a praias desertas nas ilhas, deambulações de motoreta, aos frappés, a pessoas de bom coração, a caminhadas solitárias, a amigos checos e bolivianos, à Catarina, a velhotes numa tarde de domingo, à Ekin, aos artesãos de Bodrum (sul da Turquia), à arquitectura e bom gosto Turco, à gastronomia, à música, a espirituais pores-do-sol, à religião, à paixão, à "Calimera", ao "Parakelô" ao "Eferestô, às Tavlas, etc...
enfim, guiou-me ao encontro de muitas e agradáveis sensações!
Viajar é bom! Sozinho também, pois nunca estamos na realidade sozinhos...
À espera de mais anseio!
Joãozinho, 08 de Setembro 2007
Sábado, Setembro 15, 2007
Segunda-feira, Setembro 10, 2007
A Turquia
Entrei na Turquia por Bodrum, a 760km a sul de Istambul, numa pequena viagem de barco a partir de KOS, que não demorou mais de 1 hora!
Bodrum extremamente turístico, levou-nos, a mim e à Ekin, a uma pequena aldeia Guluçuk, nos arredores...
A aldeia com diversos artesãos, tinha um pequeno mercado na rua principal, e os restaurantes eram, ou em cima do mar, ou a beira deste!
Candeiros, luzes, cores vivas, mar, boa comida, arte e descanso...foram 3 dias cheios de paz e tranquilidade, antes de seguir pra Istambul, numa viagem de 12 horas de Autocarro (que mais parecia um avião!) Televisão, comida ar condicionado...pequenos luxos que me passaram ao lado durante um sono profundo e satisfeito pelos dias passados anteriormente!
Istambul....Istambul foi....especial!
Bodrum extremamente turístico, levou-nos, a mim e à Ekin, a uma pequena aldeia Guluçuk, nos arredores...
A aldeia com diversos artesãos, tinha um pequeno mercado na rua principal, e os restaurantes eram, ou em cima do mar, ou a beira deste!
Candeiros, luzes, cores vivas, mar, boa comida, arte e descanso...foram 3 dias cheios de paz e tranquilidade, antes de seguir pra Istambul, numa viagem de 12 horas de Autocarro (que mais parecia um avião!) Televisão, comida ar condicionado...pequenos luxos que me passaram ao lado durante um sono profundo e satisfeito pelos dias passados anteriormente!
Istambul....Istambul foi....especial!
Segunda-feira, Junho 18, 2007
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
A Paixão
Amigos, aqui exponho algumas fotografias,
da minha experiência Africana e das minhas deambulações por aí...
Como sabem uma paixão antiga, a de sacar umas "chapas".
Assim como algumas text"uras" pessoais.
Espero que gostem, e que se realize um dia,
o desejo de fazer uma exposição...poderá estar para breve :)
Obrigado pelas opiniões e visitas....
Beijos e abraços, Joaozinho
PS: O blog é actualizado de quando em quando.
da minha experiência Africana e das minhas deambulações por aí...
Como sabem uma paixão antiga, a de sacar umas "chapas".
Assim como algumas text"uras" pessoais.
Espero que gostem, e que se realize um dia,
o desejo de fazer uma exposição...poderá estar para breve :)
Obrigado pelas opiniões e visitas....
Beijos e abraços, Joaozinho
PS: O blog é actualizado de quando em quando.
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Quarta-feira, Novembro 08, 2006
Domingo, Setembro 24, 2006
Sábado, Agosto 19, 2006
Uma viagem de comboio
Encontro-me em Barcelona, de férias mas em breve virei para cá estudar durante um ano, depois...depois quem sabe?
Mas isso é outra história, agora quero dizer que estou num comboio a caminho da praia a cerca de 30 ms de Barcelona.
Num instante momento ocorreu-me uma memória que me fez ficar nostálgico.
Observei um tipo de raça negra, que se encontra de pé no final da carruagem, é de estatura baixa, um pouco gordinho e tem a cabeça assim para o redondo como que uma bolinha que dá vontade de brincar!
:- "É o MAMBÉ !!! "
Era esse o meu desejo, que fosse ele.
Então deixei-me levar pela a imaginação: mergulhei nela com um prazer, tal como mergulhasse numa bela praia de àgua quente com golfinhos por perto.
Olhei-o, ele não me viu!
Aproximei-me e deixei que fosse ele que constatasse que eu, o Joäo Pequeno; era assim que carinhosamente me tratava; estava ali à sua frente, num comboio no meio de Barcelona!
Queria observar a sua cara de espanto, de surpresa, pura!
Olhou para mim, de início não reagiu, nem sorriu! Cinco segundos para que aquele seu sorriso contagiante e para uma expressäo que me apertou o coraçäo:
: "Xéé! "
Um silêncio manteve-se, parecia que não queríamos quebrar aquele momento mágico.
Abracámo-nos, sorrimos e eu, como que a dar-lhe a palavra deixei que iniciasse o momento.
: "João! Xéé! Que faz você aqui? Nã! Nã é verdade!! ", não estava a acreditar, parecia até que fazia parte juntamente comigo na autoria desta história.
: "MAMBÉ",
disse-lhe eu, era assim que lhe tratava, com carinho, com saudade e amizade!
Rapidamente lhe convidei para que viesse comigo, prolangando assim o momento.
Não lhe perguntei mais nada, somente o abracei, não queria dalguma forma voltar a acordar, mas sim continuar navegando na minha imaginação.
E fomos: passámos a tarde juntos na praia, conversámos, rimos, recordámos aqueles momentos mágicos de Angola: a nossa viagem até ao Lubango e Namibe, em que andámos perdidos pelo meio do deserto, até que encontrámos o local que tanto procurávamos: O Arco no meio do deserto! Simplesmente fantástico, xingámos as "moças" espanholas e até bebemos uma birra ao final da tarde a contemplar o por do sol!
: "MAMBÉ"
dizia eu; nada mais conseguia dizer, tinha receio de algo.
Contrariando a minha vontade, eis que surge uma voz no fundo da carruagem:
: "Por favor, mi ayudem, non tengo dinh..."
Interrompido pela miséria que persiste em não desaparecer da humanidade, fui recambiado para a minha realidade e consciência, uma mulher asiática carregando um bébé ao colo, puxou-me de novo para as pessoas que me rodiavam, para o comboio, para a carruagem, onde ainda se encontrava o tal tipo de raça negra no fundo, exactamente na mesma posição do início da minha "viagem".
O comboio parou e era a minha estaçäo, fiz questão de sair na porta mais longínqua, só para passar de relance pelo tipo, e sentir o "MAMBÉ" de perto.
E assim foi a minha vaigem de 40 ms de comboio até Sitges, nadando pelo imaginário, deslizando pela saudade, aproveitando o poder das memórias, elas que nos trazem de novo quem ficou retido no nosso coraçäo.
"MAMBÉ" Bernardo, meu amigo, forte abraço!!!
Barcelona, 19 de Agosto de 2006.
Joãozinho,
Mas isso é outra história, agora quero dizer que estou num comboio a caminho da praia a cerca de 30 ms de Barcelona.
Num instante momento ocorreu-me uma memória que me fez ficar nostálgico.
Observei um tipo de raça negra, que se encontra de pé no final da carruagem, é de estatura baixa, um pouco gordinho e tem a cabeça assim para o redondo como que uma bolinha que dá vontade de brincar!
:- "É o MAMBÉ !!! "
Era esse o meu desejo, que fosse ele.
Então deixei-me levar pela a imaginação: mergulhei nela com um prazer, tal como mergulhasse numa bela praia de àgua quente com golfinhos por perto.
Olhei-o, ele não me viu!
Aproximei-me e deixei que fosse ele que constatasse que eu, o Joäo Pequeno; era assim que carinhosamente me tratava; estava ali à sua frente, num comboio no meio de Barcelona!
Queria observar a sua cara de espanto, de surpresa, pura!
Olhou para mim, de início não reagiu, nem sorriu! Cinco segundos para que aquele seu sorriso contagiante e para uma expressäo que me apertou o coraçäo:
: "Xéé! "
Um silêncio manteve-se, parecia que não queríamos quebrar aquele momento mágico.
Abracámo-nos, sorrimos e eu, como que a dar-lhe a palavra deixei que iniciasse o momento.
: "João! Xéé! Que faz você aqui? Nã! Nã é verdade!! ", não estava a acreditar, parecia até que fazia parte juntamente comigo na autoria desta história.
: "MAMBÉ",
disse-lhe eu, era assim que lhe tratava, com carinho, com saudade e amizade!
Rapidamente lhe convidei para que viesse comigo, prolangando assim o momento.
Não lhe perguntei mais nada, somente o abracei, não queria dalguma forma voltar a acordar, mas sim continuar navegando na minha imaginação.
E fomos: passámos a tarde juntos na praia, conversámos, rimos, recordámos aqueles momentos mágicos de Angola: a nossa viagem até ao Lubango e Namibe, em que andámos perdidos pelo meio do deserto, até que encontrámos o local que tanto procurávamos: O Arco no meio do deserto! Simplesmente fantástico, xingámos as "moças" espanholas e até bebemos uma birra ao final da tarde a contemplar o por do sol!
: "MAMBÉ"
dizia eu; nada mais conseguia dizer, tinha receio de algo.
Contrariando a minha vontade, eis que surge uma voz no fundo da carruagem:
: "Por favor, mi ayudem, non tengo dinh..."
Interrompido pela miséria que persiste em não desaparecer da humanidade, fui recambiado para a minha realidade e consciência, uma mulher asiática carregando um bébé ao colo, puxou-me de novo para as pessoas que me rodiavam, para o comboio, para a carruagem, onde ainda se encontrava o tal tipo de raça negra no fundo, exactamente na mesma posição do início da minha "viagem".
O comboio parou e era a minha estaçäo, fiz questão de sair na porta mais longínqua, só para passar de relance pelo tipo, e sentir o "MAMBÉ" de perto.
E assim foi a minha vaigem de 40 ms de comboio até Sitges, nadando pelo imaginário, deslizando pela saudade, aproveitando o poder das memórias, elas que nos trazem de novo quem ficou retido no nosso coraçäo.
"MAMBÉ" Bernardo, meu amigo, forte abraço!!!
Barcelona, 19 de Agosto de 2006.
Joãozinho,
Sexta-feira, Agosto 18, 2006
Fiona, the "princess"
"No meio de uma lixeira amontoada,
encontramos sempre uma flor perfumada"
...thank you Fiona, Londres, 15 de Agosto de 2006
encontramos sempre uma flor perfumada"
...thank you Fiona, Londres, 15 de Agosto de 2006
Segunda-feira, Julho 10, 2006
Sábado, Julho 08, 2006
Segunda-feira, Julho 03, 2006
Quarta-feira, Junho 21, 2006
Sorrisos no Miradouro

SORRISOS NO MIRADOUROChegámos, rompemos pel' aldeia,
pausámos vossos afazeres;
tamanha fluidez dão ideia
d'um trabalho repleto de prazeres.
Mãe,
lavas o peixe ou as roupas,
invejas com tua pacatez,
olhas com serenidade que poupas,
por mal que outrém te fez.
Cota,
carregas nos teus ombros,
a autoria da obra,
não pretendes que outros
t'afectem o cargo de soba.
Kanucos,
o privilégio da inocência,
preenche vossos sorrisos
oferecem-nos por excelência,
um amor que não exigimos.
A todos vós agradecemos!
a permissão de desfrutar
d'um lugar que não pertencemos,
mas que soubemos amar.
Joãozinho, Junho 2006



































































































































